quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Mudanças sempre foram muito bem vindas na minha vida. Quando elas não davam o ar de sua graça eu corria atrás delas. Lembro de, no meu 1º ano do ensino médio, depois de 10 anos na mesma escola eu decidir que queria mudar, conhecer gente nova, outro ambiente. Meu pai sempre medroso não quis me deixar ir pra outra escola pq a que eu estudava era perto e ele não quria que eu atravessasse avenida por causa do meu problema de vista [problema que nasceu comigo então eu sou bem adaptada a ele, mas vai dizer isso pro meu pai...]. Não contente e em busca de mudanças, fui estudar à tarde! No terceiro ano eu já tinha voltado pro turno da manhã com mais amigos do que páginas de livros lidas e exercicios respondidos, com certeza. A mudança dessa vez tinha que ser em mim. Nada melhor do que mudar meus longos cabelos castanhos, virgenzinhos e ondulados *----*. Cortei 2 palmos inteirinhos dele e joguei no lixo. Assim, como se fosse a coisa mais simples do mundo, sem avisar ninguém. A partir disso eu fiquei uma fissurada em mudar as coisas em mim primeiro. E o cabelo é o que sofre as consequencias. Dentre os mil cortes e as mil cores ele já foi até cor de rosa.
Agora, no auge da minha paixão por cabelos loiros, pensei: porque não? E pronto. É simples assim; tô loira!
E eu não faço isso por revolta ou loucura como muitos dizem. É pq as mudanças em mim trazem uma sensação de prazer e êxtase muito grande, como se eu tivesse atingido a felicidade, tipo fazer compras ou ter um orgasmo.
E nessa fase da minha vida, eu tenho planejado coisas beeeem legais. Mudar de casa, de bairro, entrar em um curso novo na faculdade, experimentar novas habilidades [estou testando culinária e moda, por enquanto]. Tudo bem, to viajando.. [viajar é uma boa idéia]. Parece q por enquanto a mudança vai ser só de quarto mesmo :x
Mas qualquer mudança pra mim é válida.. cabelo, estilo, roupas, lugar dos móveis, cor das coisas, até mudança climática me deixa feliz...

Ah! Lembrei. Tem um exceção [sempre tem]. Mudança de namorado :x Não troco o meu baixista nerd psicopata por nada nesse mundo :x



Agora deixa eu ir ali, pq tenho q mudar o esmalte das unhas :x

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Adoro escrever, isso é um fato. Fico louca olhando a página em branco e vendo as imagens passarem na minha mente como um filme, se encaixando e se transformando em palavras. Adoro o sentimento de liberdade que a escrita me proporciona. A arte em geral me fascina: cinema, fotografia, pintura, arquitetura, escultura... Mas nada chega aos pés da liberdade que eu tenho ao escrever. É um querer e um poder. Eu quero e eu posso escrever sobre qualquer coisa.
Mas ao mesmo tempo q a página em branco me fascina, ela me assusta. E as imagens começam a passar na minha mente meio deslocadas, meio incoerentes, sem formar nada. Esse medinho, esse frio na barriga, esse sentimento de inutilidade literária [?] é outra coisa gostosa de sentir.
E sempre sai alguma coisa legal. Os textos sempre são úteis: um diário, uma receita de bolo, um texto jornalistico, uma bula de remédio. Cada um com suas particularidades e suas funções.
Ah, a escrita! *suspira*
Vou parar de falar, sou suspeita demais.

Amanhã é dia do professor, então, parabéns para mim e para todos os corajosos que exercem tal profissão.

PS¹: tô loira!
PS²: comemorar o dia dos professores com o amor da minha vida comendo esfirras promete ser a coisa mais feliz do mundo
PS³: "eu te amo muito sabia? tu eh a pessoa que mais me causa alegria, prazer, felicidade, dor, ansiedade e agonia...
isso nao eh ruim, eu gosto x)" -eu tbm, amor! *--*

domingo, 13 de setembro de 2009


Beleza é uma coisa totalmente pessoal e eu acho admirável as imagens que cada pessoa classifica como belas.
Ouvindo a minha tia contar sobre a viagem que ela fez, me deparei com uma descrição incrível de uma imagem bela: o nascre do sol, que para uns pode ser algo extremamente natural se transformou na voz da minha tia. Eis a descrição:
"Estava eu voltando para São Luís às 6h da manhã por uma estrada onde só tinha campo dos dois lados e eu vi a cena mais linda do mundo: O sol foi se levantando timidamente por entre o verde até ficar tão grande que eu já não conseguia mais abraçá-lo com meus braços abertos. A lua, que já estava apagadinha, foi aos poucos se sentindo intimidada pela imponência do sol até desaparecer por completo. E a estrelinha que também estava no céu no momento em que o rei se levantava tentou fazer amizade e ficar do lado dele, mas acabou tendo que sair de fininho do meio de tamanha grandeza. E assim ele tomou conta do céu... e depois do campo. E deixou o que já era verde, mais verde e mais brilhante ainda. E foi com esse espetáculo lindo que eu vim pra São Luís e o bom de tudo foi que eu nem paguei pra vê-lo."

Só pra gente perceber que se nós tivermos simplicidade, conseguiremos ver a beleza em qualquer lugar, a qualquer momento. A Natureza está ali com um espetáculo novo a cada dia. Para admirá-lo, basta querer.

-no sítio da vovó. morrendo de saudades do meu nenem *---*
De um coração machucado para uma mãe...

Só pra tu teres noção do quanto meu coração fica machucado ao perceber que tu não se importas comigo...
Pq, só pra tu saberes:
-Sou eu quem te liga todo dia quando chego da faculdade às vezes só pra saber como tu estás;
-Sou eu quem vou sem reclamar ao centro pagar mil contos pra ti sem nem te pedir nada em troca;
-Sou eu quem recuso convites pra sair só pq eu não quero te deixar sozinha em casa, pq eu quero gastar algum tempo contigo, mesmo que seja assistindo o ultimo cap[itulo da novela que eu odeio;
-Sou eu quem te chamo de 'Florzinha' e que morro de amores por ti até quando tu não mereces;
-Sou eu quem insisto em estar perto até quando tu me dizes que me queres longe pq estás vendo televisão;
-Sou eu quem fico gritando mil vezes que te amo todo vez que eu to saindo de casa;
-Sou eu quem largaria tudo se tu me chmasses pra ver um filme contigo;
-Sou eu quem incondicionalmente te amo, mesmo sem receber teu beijo de boa noite...

Às vezes eu só te queria mais por perto... pq a maioria das vezes, tudo o que eu preciso é de uma mãe.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Eu nunca parei pra reparar no quão complicada é uma relação familiar. Muito menos em se tratando de laços fraternos. Toda a minha vida eu cresci com as pessoas elogiando o jeito como eu e minha irmã éramos, acima de tudo, amigas. Uma tia me disse uma vez que essa ligação tão forte [e o fato de que eu sempre demorei tempo demais para crescer] tem a ver com o retardamento que eu sofri quando minha irmã nasceu. Meus pais, provavelmente por conveniência (e eu espero que tenha sido por isso) me fizeram crescer junto com a minha irmã, ou seja, atrasei dois anos. Enquanto eu, com 18 anos, saía pela primeira vez pra festinhas com minhas amigas, minha irmã, com 16 fazia o mesmo.
Durante meus surtos de adolescente revoltada eu sempre falei que meus pais tinham uma preferência.. e não era eu. Agora, com 20 anos nas costas eu sou obrigada a agir com a idade que eu tenho. E eu não sei fazer isso. Sempre fui muito cobrada, sempre fui tratada como inferior, e sempre deixei isso passar.
O problema é que quando se deixa as coisas passarem elas vão se acumulando. É como arrumar o quarto.. primeiro é só a cama bagunçada, depois o chão já está cheio de coisas, até chegar ao ponto de o guarda roupa cair todo em cima de você quando você o abre. Uma hora alguém tem que arrumar. O ruim é que, em se tratando da minha vida, quem tem que arrumar sou eu. E eu já não sei como fazer isso. Eu deixei as coisas passarem, sempre esperando melhorar e hoje eu me encontro em uma situação horrível, onde minha irmã acha que é a mais velha e fala comigo e de mim como se eu fosse qualquer um dos amiguinhos que vão com ela ao reviver beber vinho na escadaria toda sexta à noite. E agora talvez seja tarde demais pra tentar impor respeito; principalmente quando os meus pais não me dão razão.
E é nesse ponto que eu volto ao começo do texto, sendo agora repetitiva: Eu nunca parei pra reparar no quão complicada é uma relação familiar. Pois eu vejo a minha relação de amizade com a minha irmã se acabando cada vez mais enquanto eu luto pra tentar ser uma mulher de 20 anos de idade e pela atenção dos meus pais. É muita coisa pra minha cabeça e às vezes eu só queria ir embora e fugir disso tudo, mas...

...fugir nunca foi a solução correta.


Vou me afogar nos meus pensamentos incolores, inodoros e insípidos que ocupam a minha mente vazia e infantil enquanto, mais uma vez, vejo o tempo passar e espero as coisas melhorarem. Afinal de contas, otimismo nunca acabou com a vida de ninguém..

segunda-feira, 6 de julho de 2009


Pra começar, eu quero uma praia com um sol gostoso de fim de tarde; meus pés descalços desfrutando do prazer de caminhar sobre a areia fofinha e macia, ouvindo o som das ondas do mar. Quero sentir a liberdade e ter a sensação de estar no paraíso. Quero molhar meus pés na água, olhar pra cima, pro céu azul com nuvens brancas e fofinhas e agradecer a quem ou o que quer que seja que criou tudo isso.
Quero sentir um abraço apertado por trás, fechar os olhos e pensar que é exatamente nesse abraço que eu quero ficar presa. Pra sempre. Quero agora caminhar de mãos dadas, em silêncio, mas um silêncio de admiração, de prazer; um silêncio presente simplesmente por nao haver palavras para descrever, explicar ou enfeitar esse momento; um silêncio cortado apenas por alguns sorrisos tímidos hora ou outra. Quero um olhar apaixonado e um "euteamo". Não. Só um não é suficiente. Quero mil "euteamo". Exatamente mil...
Quero o pôr-do-sol. Quero ver a noite surgindo, o céu escurecendo vagarosamente e a primeira estrela aparecendo primeiro com um brilho meio apagado, depois com um brilho vivo e intenso. Quero fazer um pedido pra essa estrela: "Quero que o meu mundo continue assim pra sempre". Quero adormecer em braços que não são os meus próprios, mas são meus. Quero acordar com raios de sol ultrapassando a cortina do meu quarto e entrando nele sem pedir permissão. Quero beijos de bom dia, um banho de água quente, um café da manhã com torradas e mel e um dia diferente, porém igual...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Status: online


Maldita era digital que nos tornou um bando de alienados dependentes do computador. Uma semana sem internet e eu já me vejo como a pessoa mais desinformada do mundo. E eu imagino como a minha mãe vivia sem msn, orkut, twitter, flickr, facebook, myspace, fotolog, blog, email e, sendo um pouco mais antiga [afinal, estamos tratando da minha mãe [?]] o bate-papo da bol. A programação da TV é incapaz de trazer o prazer que um dia inteiro online traz. Livros? Esses foram esquecidos a muito tempo. Shakespeare, José de Alencar, Cecília Meireles, Camilo Castelo Branco, Álvares de Azevedo... pobres coitados! Quem se importa com eles? Na internet tem coisas bem mais interessantes para ler:

-O texto do fotolog do amordasuavida contando o quão interessante foi ter que passar o fim de semana cuidando do priminho dele de 6 meses para receber 20 pila e ir pra farra com os amigos: beber, cair e levantar!
-Os babados da festa de sábado, que você não pode ir mas que sua best fez o favor de lhe relatar tudo em 5 longos depoimentos que sempre começam com "NÃO ACEITA" ou "APAGA DEPOIS".
-O seu scrapbook lotado de mensagens automáticas (lê-se: vírus), ou até, porque não o scrapbook dos seus amigos? [Mas eu confesso que o dos inimigos é bem mais interessante]

É, realmente você acha que se Shakespeare tivesse pelo menos uma internet discada ele teria perdido o tempo dele escrevendo romances como Romeu e Julieta? Certamente que não! Ele estaria com certeza muito ocupado pensando em que foto postar no fotolog, respondendo recadinhos e vendo vídeos no youtube.
E o que seria de nós sem a magnífica história do amor proibido de Romeu e Julieta que acabou por matá-los [de amor?] para nos entreter e nos fazer sonhar e desejar um amor igual? E pior ainda... sem Romeo and Juliet, o que seria das minhas noites sem internet?

Obrigada seiláquem por não ter criado o computador no século XVIII e assim, não ter tornado os escritores clássicos uns alienados virtualmente assim como eu.

Agora com licença, que eu ainda tenho que responder 10 recados, postar foto no fotolog, comentar no fotolog dos meus amigos, ver o clipe novo do mychemicalromance no youtube e tem um monte de janelinha laranja piscando e fazendo uns barulhinhos aqui... preciso dar atenção à elas! Beijos


15-09-2008

Eu poderia encontrar agora mil coisas pra falar, mil coisas lindas e felizes. Mas não tem jeito! O que nos é mais interessante é o que nos incomoda. E ultimamente uma coisa tem me incomodado muito: a forma como a educação é vista pela sociedade, ou melhor, como o educador tem sido visto.
Eu, como estudante de Letras e futura professora fico indignada com a desvalorização de tal profissão. É totalmente revoltante ver como as pessoas se comportam ao saber da minha escolha profissional. Eu tenho que "pensar alto", "elevar o nível", eu vou "morrer de fome". Isso me estressa!
Desde quanto ser Professor é ter um nível baixo? O que é esse nível? Quem decide quais são as profissões que são de alto nível?
Vou começar falando da importância que um professor tem na vida de todo mundo com duas perguntas:
1-Quantos professores você já teve? Difícil de contar, não é? Foram tantos; tantas coisas aprendidas; tanta paciência gasta com você, pra no final das contas você chegar e dizer que não é uma profissão de alto nível? Mal agradecido!
2-Se você não estivesse passado por nenhum professor, o que você seria hoje? [Não vale dizer presidente do Brasil ¬¬' ]
Falta muito reconhecimento por parte da sociedade para, a partir desse ponto se pensar em uma valorização maior da profissão de educador.

"Dar aula não é nada simples. Talvez seja a tarefa mais sofisticada que a espécie humana já concebeu" Fernando Haddad - Ministro da Educação
De fato. Ser professor é carregar nas costas os 12 trabalhos de Hércules e ainda ter paciência para executa-los e viver [socialmente falando] ao mesmo tempo.
O fato de eu ter escolhido isso para a minha vida me torna suspeita no meu proximo posicionamento, mas eu acho que o professor chega a ser mais importante que o médico.
Ok! Professor não salva vidas [não na prática], mas alguém já parou pra pensar que, pra um médico ser o que ele é hoje, ele teve que passar pelo menos 6 anos nas mãos de dezenas de professores? Isso sem contar os 11 anos da Educação Básica.

Então, não venham mais me dizer que eu preciso escolher uma profissão melhor pra eu crescer na vida; eu só vou crescer mesmo se eu estiver satisfeita profissionalmente. Eu escolhi ser educadora, eu vou ser educadora e ponto final.